"Dizia que todo o homem é uma ilha, ... tu que achas, Que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós." (José Saramago, O Conto da Ilha Desconhecida)
A idéia de que as pessoas são ilhas se encaixa com o tema maritimo dessa história. Acho que essas frases apresentam o tema ou a lição que o Saramago quer ensinar. Acredito que este conto se trata do assunto de achar a si mesmo e descobrir quem é. De acordo com a mulher da limpeza, o filósofo do rei dizia apenas que os homens são ilhas, mas a mulher da limpeza interpretava essas palavras na situação dela. Ela saiu do seu emprego para fazer algo diferente, algo que ela realmente queria fazer. Ela saiu da sua ilha (falando metaforicamente) de conforto, da vida na qual ela estava confortável, para ver a ilha de fora, para descobrir quem ela realmente era.
Do outro lado, o homem ficava desapontado e perdeu o ânimo quando ele viu que talvez seu desígnio não fosse realista. Tendo essa conversa com a mulher da limpeza não afeitou-lhe imediatamente, mas ao passar do tempo, ele percebeu que seu desejo de encontrar a ilha desconhecida não era de achar um lugar físico que ainda não havia sido descoberto; seu maior desejo era de ser feliz com a mulher da limpeza. E assim, antes de sair do porto, eles pintaram na caravela o seu novo nome - "A Ilha Desconhecida." Esse barco era a passagem dos dois para se conhecerem melhores.
Esse tema é interessante. Muitas pessoas no mundo vivem a vida, tentam apenas sobreviver, fazem aquilo que lhes traz o prazer. Poucas pessoas saem do caminho mais percorrido para descobrir o que mais há na vida. Poucas pessoas vivem para verdadeiramente se conhecerem melhor. Para fazer isso, temos que experimentar novas coisas. Temos que ponderar bastante. Temos que ter criatividade. É uma jornada, o auto-descobrimento.
Thursday, September 26, 2013
Thursday, September 19, 2013
No palco da mente
"Foi um bom negócio. Um bom negócio e uma grave lição: provaste-me ainda uma vez que o melhor drama está no espectador e não no palco." (Machado de Assis, A Chinela Turca, 8)
Vou tentar explicar com algumas palavras o que isso quer dizer para mim. Começarei com um exemplo. Quando eu era mais novo, li um livro chamado A Bússola de Ouro. Eu gostava muito da história que esse livro conta. Fique muito animado quando ouvi dizer que um filme seria feito desse livro. Até assisti o filme na primeira semana depois que lançou. Mas fique desapontado; o filme não era tão especial como o livro. Eu tinha imaginado os personagens, os acontecimentos, e até as pequenas detalhas da história de modo diferente. Tenho aprendido nos poucos anos da minha vida que geralmente gosto mais de livros do que filmes em alguns aspectos. Quando lemos, podemos criar um mundo em nossas mentes. Podemos moldar esse mundo como queremos dentro dos limites estabelecidos pelo escritor. Creio que quando fazemos isso, criamos os personagens de maneira que podemos relacioná-los com as nossas vidas. Por isso, a maioria dos leitores tiram diferentes lições da mesma história.
Acredito que o Machado de Assis está dizendo que a nossa imaginação é importante. O Duarte ficou desinteressado na peça do major, então ele dormiu. No seu sonho, a mente do Duarte usou vários temas da peça do major para construir uma história mais interessante. Mas a mente do Duarte também colocou alguns elementos da vida dele. Por exemplos, ele estava na sua própria casa no início do sonho. A mulher com quem ele estava para casar era uma loira com olhos azuis, bem como a guria que ele começou a namorar uma semana atrás. A história era mais interessante para ele, porque ele tinha colocado nela alguns elementos da sua própria vida.
Ampliando o tópico mais, acredito também que essa lição aplica não somente à leitura, mas também ao nosso modo de pensar. No mundo hoje, a vida é uma correria. São raras as vezes que paro para pensar e ponderar. Para melhor desfrutar a vida, temos que fazer perguntas. Temos que ser curiosos. Temos que ter uma imaginação para descobrir aquilo que ainda não tem sido descoberto. Temos que questionar as normas da sociedade e descobrir o que é realmente importante. Uma vida bem aproveitada é uma vida que analisa, que calcula, que plana para o futuro, mas que também imagina, sonha, e inventa. Então, as melhores histórias, os melhores contos, e a melhor vida não vem assistindo a reprodução de uma obra no palco; mas tudo começa no palco da nossa mente.
Vou tentar explicar com algumas palavras o que isso quer dizer para mim. Começarei com um exemplo. Quando eu era mais novo, li um livro chamado A Bússola de Ouro. Eu gostava muito da história que esse livro conta. Fique muito animado quando ouvi dizer que um filme seria feito desse livro. Até assisti o filme na primeira semana depois que lançou. Mas fique desapontado; o filme não era tão especial como o livro. Eu tinha imaginado os personagens, os acontecimentos, e até as pequenas detalhas da história de modo diferente. Tenho aprendido nos poucos anos da minha vida que geralmente gosto mais de livros do que filmes em alguns aspectos. Quando lemos, podemos criar um mundo em nossas mentes. Podemos moldar esse mundo como queremos dentro dos limites estabelecidos pelo escritor. Creio que quando fazemos isso, criamos os personagens de maneira que podemos relacioná-los com as nossas vidas. Por isso, a maioria dos leitores tiram diferentes lições da mesma história.
Acredito que o Machado de Assis está dizendo que a nossa imaginação é importante. O Duarte ficou desinteressado na peça do major, então ele dormiu. No seu sonho, a mente do Duarte usou vários temas da peça do major para construir uma história mais interessante. Mas a mente do Duarte também colocou alguns elementos da vida dele. Por exemplos, ele estava na sua própria casa no início do sonho. A mulher com quem ele estava para casar era uma loira com olhos azuis, bem como a guria que ele começou a namorar uma semana atrás. A história era mais interessante para ele, porque ele tinha colocado nela alguns elementos da sua própria vida.
Ampliando o tópico mais, acredito também que essa lição aplica não somente à leitura, mas também ao nosso modo de pensar. No mundo hoje, a vida é uma correria. São raras as vezes que paro para pensar e ponderar. Para melhor desfrutar a vida, temos que fazer perguntas. Temos que ser curiosos. Temos que ter uma imaginação para descobrir aquilo que ainda não tem sido descoberto. Temos que questionar as normas da sociedade e descobrir o que é realmente importante. Uma vida bem aproveitada é uma vida que analisa, que calcula, que plana para o futuro, mas que também imagina, sonha, e inventa. Então, as melhores histórias, os melhores contos, e a melhor vida não vem assistindo a reprodução de uma obra no palco; mas tudo começa no palco da nossa mente.
Thursday, September 12, 2013
Intenção e Autoridade
"But although it's helpful to know as much as you can about the circumstances of a text's authorship, it seems clear that the author is far from the final court of appeals when it comes to figuring out the meanings if his or her work. Even if the author comes right out and tells you what he or she intended, this doesn't seem to settle very much or tell us very much about how meaning happens." (Jeffery Nealon & Susan Searls Giroux, The Theory Toolbox, 15)
Este é um tópico no qual tenho pensado e refletido bastante. Não posso concordar nem discordar com esta frase. Deixe-me explicar um pouco. Já passei pela experiência de dizer algo e depois ouvir aquilo repetido, mal interpretado, e tirado do contexto por algum amigo. Quando amigos fazem isso, geralmente é de brincadeira; mas as vezes pode ser frustrante. Quando tento passar alguma mensagem importante para alguém, sempre dou apenas um significado àquela mensagem. Para mim, não vale a pena escrever uma história ou romance se não é para passar uma mensagem importante, uma opinião ou uma lição que quero ensinar para o mundo. Acredito que fora do contexto das minhas intenções, qualquer outra interpretação não tem valor algum.
Pelo outro lado, acredito que existem muitos autores que escrevem para incitar os leitores a pensarem. Talvez eles não estejam tentando expressar algum lado de um conflito; talvez estejam tentando só fazer as pessoas pensarem no conflito ou no tópico que estão apresentando. Apenas querem apresentar um tópico que eles julgam a ser importantes no tempo em que eles escreveram sua obra. Acredito que realmente há muitos autores assim.
Aprendi que há vários contextos para a literatura que lemos. Creio, ainda, que devemos pensar primeiro na intenção do autor. Se ele queria que pensássemos em sua opinião, tudo bem. Não temos que acreditar na opinião dele; mas temos que pelo menos considerá-la e pensar na mensagem que ele passou. Acho que isso é a única maneira de corretamente ler o sentido da obra de um autor.
Este é um tópico no qual tenho pensado e refletido bastante. Não posso concordar nem discordar com esta frase. Deixe-me explicar um pouco. Já passei pela experiência de dizer algo e depois ouvir aquilo repetido, mal interpretado, e tirado do contexto por algum amigo. Quando amigos fazem isso, geralmente é de brincadeira; mas as vezes pode ser frustrante. Quando tento passar alguma mensagem importante para alguém, sempre dou apenas um significado àquela mensagem. Para mim, não vale a pena escrever uma história ou romance se não é para passar uma mensagem importante, uma opinião ou uma lição que quero ensinar para o mundo. Acredito que fora do contexto das minhas intenções, qualquer outra interpretação não tem valor algum.
Pelo outro lado, acredito que existem muitos autores que escrevem para incitar os leitores a pensarem. Talvez eles não estejam tentando expressar algum lado de um conflito; talvez estejam tentando só fazer as pessoas pensarem no conflito ou no tópico que estão apresentando. Apenas querem apresentar um tópico que eles julgam a ser importantes no tempo em que eles escreveram sua obra. Acredito que realmente há muitos autores assim.
Aprendi que há vários contextos para a literatura que lemos. Creio, ainda, que devemos pensar primeiro na intenção do autor. Se ele queria que pensássemos em sua opinião, tudo bem. Não temos que acreditar na opinião dele; mas temos que pelo menos considerá-la e pensar na mensagem que ele passou. Acho que isso é a única maneira de corretamente ler o sentido da obra de um autor.
Thursday, September 5, 2013
"The Theory Toolbox"
"If we avoid encountering the reflexive or critical questions of 'theory' - if we avoid asking 'where do opinions come from?' - then we risk a situation in which 'Each day seems like a natural fact': Everything seems self-evident; everything is the way it's always been, the way it's supposed to be. If we really believe that something is 'natural' or simply a 'fact,' why would we want to challenge it?" (Jeffery Nealon & Susan Searls Giroux, The Theory Toolbox, 5)
Eu achei esta passagem interessante porque me fez a pensar sobre as minhas idéias e opiniões. Pensei muito na pergunta, "De onde vem as minhas opiniões?" Percebi que as minhas opiniões e idéias vem das experiências que eu tive na vida até agora. Ao ponderar, também me ocorreu que não há opiniões certas e erradas. Todo o mundo adquire diferentes experiências, e todo o mundo tem uma vida única. São esses fatores que influenciam aquilo que acreditamos. Todos temos nossa própria teoria de como são as coisas.
Isso me fez a pensar na religião. Acredito na religião na qual eu cresci; o mesmo fazem muitos milhões de pessoas através do mundo. Durante a minha missão, era-me difícil entender como as pessoas podiam escutar uma mensagem verdadeira e simplesmente ignorá-la. Eu pensava que a verdade era tão óbvia que ninguém podia escutá-la e não a discernir. Ao refletir sobre essa experiência, agora vejo que a realmente há uma dificuldade no mundo - pessoas já tem idéias de como é o mundo, e não querem botar essas idéias à prova. Construímos nossas vidas no alicerce que se forma dessas idéias; questioná-las seria igual a derrubar todo o progresso que fizemos em nossa busca de achar sentido na vida. Ainda acredito na minha religião, pois já questionei minha fé. Já botei as minhas crenças à prova. Já confirmei que tudo aquilo é verdade através de vários experimentos, analisando os resultados cada vez.
O que aprendi ao ponderar esta passagem é que há verdade e há opinião. As vezes nossos preconceitos nos impedem de ver o mundo claramente. As vezes temos que estar dispostos a colocar ao lado as idéias e opiniões que formamos ao longo da vida para aprender a verdade. E as vezes ao colocarmos ao lado nossas teorias, descobrimos que já estávamos certos. E as vezes, opiniões são meras opiniões. Em alguns sujeitos ou tópicos não há uma verdade suprema. E tudo isso pode-se aprender ponderando a simples pergunta , "De onde vem as minhas opiniões?"
Eu achei esta passagem interessante porque me fez a pensar sobre as minhas idéias e opiniões. Pensei muito na pergunta, "De onde vem as minhas opiniões?" Percebi que as minhas opiniões e idéias vem das experiências que eu tive na vida até agora. Ao ponderar, também me ocorreu que não há opiniões certas e erradas. Todo o mundo adquire diferentes experiências, e todo o mundo tem uma vida única. São esses fatores que influenciam aquilo que acreditamos. Todos temos nossa própria teoria de como são as coisas.
Isso me fez a pensar na religião. Acredito na religião na qual eu cresci; o mesmo fazem muitos milhões de pessoas através do mundo. Durante a minha missão, era-me difícil entender como as pessoas podiam escutar uma mensagem verdadeira e simplesmente ignorá-la. Eu pensava que a verdade era tão óbvia que ninguém podia escutá-la e não a discernir. Ao refletir sobre essa experiência, agora vejo que a realmente há uma dificuldade no mundo - pessoas já tem idéias de como é o mundo, e não querem botar essas idéias à prova. Construímos nossas vidas no alicerce que se forma dessas idéias; questioná-las seria igual a derrubar todo o progresso que fizemos em nossa busca de achar sentido na vida. Ainda acredito na minha religião, pois já questionei minha fé. Já botei as minhas crenças à prova. Já confirmei que tudo aquilo é verdade através de vários experimentos, analisando os resultados cada vez.
O que aprendi ao ponderar esta passagem é que há verdade e há opinião. As vezes nossos preconceitos nos impedem de ver o mundo claramente. As vezes temos que estar dispostos a colocar ao lado as idéias e opiniões que formamos ao longo da vida para aprender a verdade. E as vezes ao colocarmos ao lado nossas teorias, descobrimos que já estávamos certos. E as vezes, opiniões são meras opiniões. Em alguns sujeitos ou tópicos não há uma verdade suprema. E tudo isso pode-se aprender ponderando a simples pergunta , "De onde vem as minhas opiniões?"
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