"Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
é dor que desatina sem doer;" (Camões, Amor é um fogo que arde sem se ver)
Nesta poesia, Camões usa de algumas figuras de linguagem para transmitir a sua mensagem aos leitores. Uma figura de linguagem que ele usa bastante é o paradoxo. Muitas vezes, ele utiliza palavras contraditórias lado-ao-lado no verso. Lendo a poesia pela primeira vez, pode ser difícil entender o que ele quer dizer. O texto que coloquei acima contém vários exemplos. Ele compara o amor com uma dor que não dói, um "contentamento descontente," e até "estar preso por vontade." Usando tal figura de linguagem, ele desperta o interesse do leitor. Por alguma razão, achamos interessante idéias paradoxaias. Nosso cérebro não sabe como interpretar isso.
Ele também usa da anáfora na sua poesia. Quase todos os versos começam com a palavra "é." Basicamente, Camões está fazendo uma lista de coisas que descrevem o amor. Se ele quisesse, ele podia ter feito essa lista sem começar cada frase com a mesma palavra, mas ele escolheu usar uma anáfora. Assim, ele está enfatizando o conteúdo da lista e não uma linguagem eloquente. É interessante isso porque dá ênfase aos paradoxos que ele também utiliza.
Acho que ele quer dizer que o amor é um sentimento que evoca confusão. Com certeza é um bom sentimento. Mas, as vezes, o amor nos causa dor. Ao mesmo tempo, suportamos esse dor com paciência, porque amamos a pessoa que está causando esse sentimentos paradoxais. Acredito que ele está tentando transmitir quão versátil pode ser o amor; ele o faz com muito eficaz através do uso de paradoxos e anáforas.
Thursday, October 17, 2013
Thursday, October 10, 2013
O Morgego
"A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nossos quarto!" (Augusto dos Anjos, O morcego)
Achei essa poesia muito interessante. Ela usa um metáforo para comparar a conciência humana com um morcego. De acordo com essa poema, a conciência humana é uma coisa quase separada da pessoa, que a mira "à noite." Acho que isso quer dizer que quando estamos correndo para cumprir os nossos deveres, é facil esquecer da nossa conciência. Mas, nos momentos de paz, descanso, e reflexão, nossa consciência emerge e nos incomoda. Não digo que dos Anjos diz "noite" literalmente; acho que noite quer dizer qualquer momento em que achamos que é nosso direito relaxar e descansar a mente.
Como qualquer ser-humano, tenho bastante experiência com a conciência. Nem sei quantas vezes aconteceu o seguinte: Eu estou pensando só em mim e acabo fazendo algo que ofende alguem. Inicialmente, sinto o peso da culpa de tal ação, mas logo esqueço, continuando na minha rotina corrida. Mas não importa - sempre quando tenho um momento de sossego, a minha conciência traz a memória da ocorrência à minha mente; fico pensando naquilo até que algo surja que requêr a minha atenção. Essa não é uma experiência agradável. A conciência tem um jeito de perturbar a paz da gente. É tão horrível, e acho que a comparação a um morcego é apropriado.
A conciência é algo que não entendemos. De um contexto não-religioso, não sabemos de onde ela vem; ela simplesmente existe. Muitas pessoas são tão incomodados por ela que elas "[pegam] de um pau. Esforços [fazem]. [Chegam] a tocá-lo." Tentar ignorar ou arrancar de nós a nossa conciência é uma reção normal. Como seres-humanos, temos um instinto de evitar coisas que nos machucam. Se não podemos as evitar, o nosso instinto é de eliminá-las de qualquer jeito. Apesar de parecer tão horrível e perturbante, a nossa conciência é algo que nos ajuda todos os dias a conviver em paz com outras pessoas. Como a maioria de morcegos, a conciência não perigoso. Só temos que entender de onde vem e para que serve. O evangelho responde essas perguntas, mas essa é uma discussão para outro lugar e outro tempo.
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nossos quarto!" (Augusto dos Anjos, O morcego)
Achei essa poesia muito interessante. Ela usa um metáforo para comparar a conciência humana com um morcego. De acordo com essa poema, a conciência humana é uma coisa quase separada da pessoa, que a mira "à noite." Acho que isso quer dizer que quando estamos correndo para cumprir os nossos deveres, é facil esquecer da nossa conciência. Mas, nos momentos de paz, descanso, e reflexão, nossa consciência emerge e nos incomoda. Não digo que dos Anjos diz "noite" literalmente; acho que noite quer dizer qualquer momento em que achamos que é nosso direito relaxar e descansar a mente.
Como qualquer ser-humano, tenho bastante experiência com a conciência. Nem sei quantas vezes aconteceu o seguinte: Eu estou pensando só em mim e acabo fazendo algo que ofende alguem. Inicialmente, sinto o peso da culpa de tal ação, mas logo esqueço, continuando na minha rotina corrida. Mas não importa - sempre quando tenho um momento de sossego, a minha conciência traz a memória da ocorrência à minha mente; fico pensando naquilo até que algo surja que requêr a minha atenção. Essa não é uma experiência agradável. A conciência tem um jeito de perturbar a paz da gente. É tão horrível, e acho que a comparação a um morcego é apropriado.
A conciência é algo que não entendemos. De um contexto não-religioso, não sabemos de onde ela vem; ela simplesmente existe. Muitas pessoas são tão incomodados por ela que elas "[pegam] de um pau. Esforços [fazem]. [Chegam] a tocá-lo." Tentar ignorar ou arrancar de nós a nossa conciência é uma reção normal. Como seres-humanos, temos um instinto de evitar coisas que nos machucam. Se não podemos as evitar, o nosso instinto é de eliminá-las de qualquer jeito. Apesar de parecer tão horrível e perturbante, a nossa conciência é algo que nos ajuda todos os dias a conviver em paz com outras pessoas. Como a maioria de morcegos, a conciência não perigoso. Só temos que entender de onde vem e para que serve. O evangelho responde essas perguntas, mas essa é uma discussão para outro lugar e outro tempo.
Thursday, October 3, 2013
A pressão da sociedade
Já
teve um sonho na qual você saiu de casa vestido só de cueca? Provavelmente foi
um sonho um pouco traumático! Por que foi tão embaraçoso? Porque a sociedade na
qual vivemos, há um padrão de como devemos nos vestir; a nossa sociedade dita
que calças são uma necessidade. De onde vêm esses padrões de conduto social?
Muitas vezes é impossível dizer – até os próprios membros da sociedade não
sabem porque agem de uma certa forma. Muitas vezes, esses padrões nos ajudam a
nos dar bem com os outros membros da sociedade, mas às vezes os padrões sociais
têm um efeito negativo sobre certas pessoas. Na história “A Imitação da Rosa,”
a autora Clarice Lispector dá um vislumbre da vida de uma mulher fictícia com
uma doença mental. Seu nome é Laura, e mora em Tijuca, um bairro próspero em
Rio de Janeiro. Nesse conto, a Clarice demonstra como a Laura quer viver o
papel da mulher designada pela sociedade, mas não consegue porque a perfeição é
uma coisa impossível de alcançar. Podemos ver isso especificamente na sua
relação com o seu marido, na sua relação com a Carlota, e na comparação que ela
faz entre Cristo, as rosas, e a vida.
A
relação entre a Laura e o seu marido mostra como a Laura diverge das normas
sociais; ela é muito dependente e não consegue ter filhos. Por causa de sua
doença, a Laura é muito dependente e requer muita ajuda do seu marido. A
própria Laura pergunta, “Há quanto tempo que não via Armando enfim se recostar
com abandono, esquecido dela?” (p. 62). Ela implica que o Armando tem sido tão
ocupado cuidando dela que ele não tem tido tempo para descansar. Ela explica
como deve ser uma mulher perfeita: “A paz de um homem era, esquecido de sua
mulher, conversar com outro homem sobre que saía nos jornais. Enquanto isso ela
falaria com Carlota sobre coisas de mulheres” (p. 61). Creio que ela diz isto
porque se sente culpada por ocupar tanto esforço e tempo do seu marido. Ela
quer que ela possa até esquecer dela por um pouco tempo para poder se divertir
e socializar com seus amigos. Além de requerer tanto do marido, ela se sente
inferior porque não consegue ter filhos. Ela declara que tem “insuficiência
ovariana.” Na sua sociedade, como na sociedade na qual vivemos, mulheres que
cumpriam o seu papel geralmente podiam ter filhos para aumentar a sua família.
Um pai normalmente tem muito orgulho de seus filhos. A Laura e o seu marido não
conseguem ter filhos por causa de sua problema, então ela deve sentir-se muito
inadequada. Finalmente, ela não é contenta com a sua figura.
A
Laura também se sente inseguro em sua relação com outras mulheres, como
demonstrado por sua relação com a Carlota. Ela diz que quer poder “[falar] com
Carlota sobre coisas de mulheres” enquanto seu marido conversa sobre coisas de
homens com seu amigo (p. 61). Nessa frase, Laura demonstra a ideia de que
homens e mulheres tem papeis diferentes, e assim, diferentes assuntos de
conversa. Mas mesmo estando e conversando com sua amiga, a Laura sente que a
Laura a trata diferente por causa da doença. Ela continua, dizendo que ela era
“submissa à bondade autoritária e prática de Carlota, recebendo enfim de novo a
desatenção e o vago desprezo da amiga, a sua rudeza natural, e não mais aquele
carinho perplexo e cheio de curiosidade” (p. 61). Creio que a Carlota percebia
uma diferença na Laura por causa de sua doença, não sabia como lidar com a
situação, e começou a tratá-la de maneira diferente. É claro que a Carlota é um
modelo para a Laura de como deve ser uma mulher normal. A Laura descreve a Carlota
como sendo “ambiciosa,” “rindo com força,” e “não vendo perigo em nada” (p.
62). A Laura se descreve como sendo “um pouco lenta” e “cuidadosa” (p. 62). Ela
quer ter esses atributos que a sua amiga tem. Ela acha que a perfeita mulher
deve ser ambiciosa, forte, sem medo, sempre de bom humor e com muito ânimo. Ela
vê em si o oposto daquilo que vê na sua amiga. Ela não nota mal atributo algum
sobre a Carlota; então, a Carlota é um modelo para a Laura da perfeição.
Apesar
de ter um desejo de se conformar com as normas da sociedade, a Laura tem um
conflito interno. Ela quer ser perfeita , mas também quer largar tudo e
continuar a ser diferente. Ela diz que “sentira que quem imitasse Cristo
estaria perdido – perdido na luz, mas perigosamente perdido. Cristo era a pior
tentação.” (p. 62) Cristo é o perfeito exemplo de quem não seguiu as normas
sociais. Ele pregava contra os homens influentes que enganavam para melhorar
suas vidas e posições sociais. Ele ensinava doutrinas contra as atitudes e os
comportamentos da sua época. Ele vivia sua vida de acordo com um padrão
completamente fora do padrão da sociedade na qual ele vivia. Imitar a Cristo
seria abandonar as normas da sociedade e ser uma pessoa diferente. Na situação
da Laura, imitar a Cristo seria aceitar a si mesmo e tentar sentir-se
confortável com si mesma. Ela acha isso perigoso, porque não quer a riscar
rejeição das suas amigas. Mas ao mesmo tempo, a tentação de fazê-lo é grande.
Uma parte dela quer ser “normal” de acordo com a definição criada pela sociedade;
outra parte dela quer ser o que é normal para ela. Outro exemplo desse conflito
se manifesta na situação das rosas. Quando ela pausa para olhar às flores, ela
os acha “nunca [viu] rosas tão bonitas” (p. 66). Eu acredito que as flores são
uma representação de individualidade. São diferentes que outras rosas – são
únicas. A Laura tem não quer dá-las porque acha que não conseguirá encontrar
rosas assim de novo. Mas ao mesmo tempo, ela quer dar as rosas para parecer uma
pessoa normal e generosa. Falando a respeito da ideia de dar as rosas à
Carlota, a Laura diz que “Carlota se surpreenderia com a delicadeza de
sentimentos de Laura, ninguém imaginaria que Laura tivesse também suas
ideiazinhas” (p. 67). Eu creio que o seu desejo de se livrar das rosas é uma metáfora.
Assim como ela quer ficar com as rosas porque são diferentes e especial, ela
também quer continuar sendo si mesma. Por outro lado, ela quer dar as rosas
para parecer normal. Ela quer viver o papel da mulher perfeita; pelo menos, ela
quer que pareça que ela está cumprindo seu papel. Assim é o conflito interno da
Laura a respeito da sua divergência dos padrões sociais.
Como
a Clarice demonstra no texto da “Imitação da Rosa,” a Laura é incapaz de seguir
as normas designadas às mulheres da sua sociedade; por causa disso, ela sofre
no seu relacionamento com seu marido e com a sua amiga até o ponto de querer se
conformar com tais normas. É importante saber como essas normas afeitam os
membros da sociedade. Creio que quem ler essa história aprenderá a ter mais
simpatia e a aceitar mais as pessoas como são. Isso é algo que a nossa
sociedade precisa bastante. Se a humanidade aprender a ignorar as normas
sociais e só amar e aceitar as pessoas, podemos ter esperança num futuro de paz
e igualdade.
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