Thursday, October 10, 2013

O Morgego

"A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nossos quarto!" (Augusto dos Anjos, O morcego)

Achei essa poesia muito interessante.  Ela usa um metáforo para comparar a conciência humana com um morcego.  De acordo com essa poema, a conciência humana é uma coisa quase separada da pessoa, que a mira "à noite."  Acho que isso quer dizer que quando estamos correndo para cumprir os nossos deveres, é facil esquecer da nossa conciência.  Mas, nos momentos de paz, descanso, e reflexão, nossa consciência emerge e nos incomoda.  Não digo que dos Anjos diz "noite" literalmente; acho que noite quer dizer qualquer momento em que achamos que é nosso direito relaxar e descansar a mente.

Como qualquer ser-humano, tenho bastante experiência com a conciência.  Nem sei quantas vezes aconteceu o seguinte: Eu estou pensando só em mim e acabo fazendo algo que ofende alguem.  Inicialmente, sinto o peso da culpa de tal ação, mas logo esqueço, continuando na minha rotina corrida.  Mas não importa - sempre quando tenho um momento de sossego, a minha conciência traz a memória da ocorrência à minha mente; fico pensando naquilo até que algo surja que requêr a minha atenção.  Essa não é uma experiência agradável.  A conciência tem um jeito de perturbar a paz da gente.  É tão horrível, e acho que a comparação a um morcego é apropriado.

A conciência é algo que não entendemos.  De um contexto não-religioso, não sabemos de onde ela vem; ela simplesmente existe.  Muitas pessoas são tão incomodados por ela que elas "[pegam] de um pau. Esforços [fazem].  [Chegam] a tocá-lo."  Tentar ignorar ou arrancar de nós a nossa conciência é uma reção normal.  Como seres-humanos, temos um instinto de evitar coisas que nos machucam.  Se não podemos as evitar, o nosso instinto é de eliminá-las de qualquer jeito.  Apesar de parecer tão horrível e perturbante, a nossa conciência é algo que nos ajuda todos os dias a conviver em paz com outras pessoas.  Como a maioria de morcegos, a conciência não perigoso.  Só temos que entender de onde vem e para que serve.  O evangelho responde essas perguntas, mas essa é uma discussão para outro lugar e outro tempo.

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