"A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nossos quarto!" (Augusto dos Anjos, O morcego)
Achei essa poesia muito interessante. Ela usa um metáforo para comparar a conciência humana com um morcego. De acordo com essa poema, a conciência humana é uma coisa quase separada da pessoa, que a mira "à noite." Acho que isso quer dizer que quando estamos correndo para cumprir os nossos deveres, é facil esquecer da nossa conciência. Mas, nos momentos de paz, descanso, e reflexão, nossa consciência emerge e nos incomoda. Não digo que dos Anjos diz "noite" literalmente; acho que noite quer dizer qualquer momento em que achamos que é nosso direito relaxar e descansar a mente.
Como qualquer ser-humano, tenho bastante experiência com a conciência. Nem sei quantas vezes aconteceu o seguinte: Eu estou pensando só em mim e acabo fazendo algo que ofende alguem. Inicialmente, sinto o peso da culpa de tal ação, mas logo esqueço, continuando na minha rotina corrida. Mas não importa - sempre quando tenho um momento de sossego, a minha conciência traz a memória da ocorrência à minha mente; fico pensando naquilo até que algo surja que requêr a minha atenção. Essa não é uma experiência agradável. A conciência tem um jeito de perturbar a paz da gente. É tão horrível, e acho que a comparação a um morcego é apropriado.
A conciência é algo que não entendemos. De um contexto não-religioso, não sabemos de onde ela vem; ela simplesmente existe. Muitas pessoas são tão incomodados por ela que elas "[pegam] de um pau. Esforços [fazem]. [Chegam] a tocá-lo." Tentar ignorar ou arrancar de nós a nossa conciência é uma reção normal. Como seres-humanos, temos um instinto de evitar coisas que nos machucam. Se não podemos as evitar, o nosso instinto é de eliminá-las de qualquer jeito. Apesar de parecer tão horrível e perturbante, a nossa conciência é algo que nos ajuda todos os dias a conviver em paz com outras pessoas. Como a maioria de morcegos, a conciência não perigoso. Só temos que entender de onde vem e para que serve. O evangelho responde essas perguntas, mas essa é uma discussão para outro lugar e outro tempo.
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